segunda-feira, 21 de setembro de 2026

SUICÍDIO

(...) Para a grande maioria dos que desertaram voluntariamente da vida no corpo de carne, as consequências do suicídio em seu corpo espiritual não são complexas e amargas quanto as que passam a atormentar-lhe o espírito pelo remorso... Pais e mães que, das regiões espirituais em que expiam a suprema invigilância, são constrangidos a observar o sofrimento dos filhos que relegaram à orfandade; filhos que não cessam de registrar o profundo desconsolo dos pais e das mães que feriram, como se ansiassem por puni-los com seu ato de rebeldia extrema; cônjuges que haverão de prosseguir vivendo no mundo com a alma retalhada pelos afetos que os abandonaram de forma tão violenta... Se o suicida pensasse um pouco menos em si, não cederia com tanta facilidade à tentação de auto-extermínio; portanto, de maneira geral, o sucicídio pode ser considerado uma atitude profundamente egoísta: quem intenta fugir da experiência física não pensa nas complicações que, por longo tempo, haverá de criar, principalmente para os que lhe devotam maior carinho... Em observando que a vida não cessa, tem início para o suicida um drama muito pior do que aquele que lhe inspirou a ideia malsã, de vez que, tornando-se joguete das circunstâncias não sabe pensar e quando a Lei Divina ensejará nova oportunidade de convivência com aqueles que desconsiderou - por anos e anos a fio, lutará para que tenha , à sua disposição, de novo, as mesmas provas e possibilidades ante as quais sucumbiu. Quantos não levarão séculos para que retornem à experiência física no exato ponto em que interromperam, ansiando indefinidamente pelas mesmas lutas que não lograram superar! ... Mergulhando mais fundo no escuro abismo do desespero e da revolta, apenas à custa de mais amplas demonstrações de humildade e de resignação, o suicida conseguirá se reerguer, fortalecendo a vontade para que não volte a cometer os erros que o induziram a cair. Seja qual for a dificuldade que faceie, melhor que o homem se subordine às indefectíveis Leis da Vida, entendendo que a fuga ao compromisso de viver é um dos maiores entraves com os quais o espírito se defronta nos caminhos da evolução! Irmão José Do Livro: Se teu olhos forem bons. DIDER Psicografia: Carlos A. Baccelli

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