segunda-feira, 3 de agosto de 2026

BENEFÍCIO E GRATIDÃO

Não digas, quando a ingratidão te bater à porta:" Nunca mais ajudarei a ninguém!". Não exclames, quando a impiedade dos teus beneficiários chegar ao reduto do teu lar: "Para mim, chega"! Não reclamas, quando a soberbia dos teus pupilos queimar tuas mãos generosas com as brasas da maldade que carregam consigo: "E eu que tudo lhes dei!" Não sofras, dizendo, quando o azorrague daqueles a quem amas te ferir o devotamento: "Arrependo-me de ter ajudado!" Não retribuas mal po mal, pois que, assim, vitalizarás o próprio mal. A noite domina quando encontra sombras do roteiro e a enfermidade se alastra quando se agasalha em organismos indefesos. O bem que se faz a alguém é luz que se acende interiormente. Gostarias, sim, de recolher gratidão, amizade, compreensão... Todos nós gostaríamos de experimentar os pomos da gratidão. A árvore, porém, não pergunta a quem lhe colhe o fruto para onde o carrega, que pretende dele. Felicita-se por poder dar e se multiplicar através da semente que, atirada alhures, abençoa o novo solo com outras dádivas de alegria. Imita-lhe o exemplo. Teus frutos bons, que produzam bons frutos além... Tuas nobres tarefas, que se desdobrem em taregas superiores mais tarde. A ti a alegria de fazer, doar, e nunca a ideia de colher reconhecimento ou gratidão. Gratidão, pode ser, também, pagamento. Seja grato o teu coração mas não esperes pelo reconhecimento de ninguém. A reencarnação, por impositivo da Lei, aproxima de ti queridos afetos de ontem, adversários do pretérito que te buscam para receber ou para exigir, envergando trajos diferentes e estranhos sobre espíritos conhecidos. Refaze ou completa a tarefa interrompida, o dever esquecido. A água do rio harmoniosa que o sol traga em hausto de calor tornará ao solo, ao curso antigo, em chuva dadivosa. O bem que faças, viajando sem parar em muitos corações, espalhará luz no longo curso e, amanhã, - nos caminhos sem fim do futuro - mesmo que não o saibas ou o tenham esquecido, ressurgirá mais além, mas formoso, mas fecundo. Joanna de Angelis Do Livro : Dimensões da Verdade. LEAL Psicografia : Divaldo P. Franco

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