sexta-feira, 24 de novembro de 2017

TERAPIA PELA ORAÇÃO

Consideremos a oração como sendo o mais eficiente recurso terapêutico para a profilaxia das enfermidades que avassalam a criatura.
Diante dos irmãos colhidos pelas enfermidades espirituais, utilizemo-nos da oração como o enfermeiro diligente aplica o bálsamo refrigerador na ferida em chaga viva.
A oração irradia vibrações balsamizantes, que diminuem a ardência do sofrimento no ser desesperado, diminuindo-lhe a angústia.
Abre o canal do entendimento, a fim de que, em duas vias, o apelo da alma se dirija a Deus e a resposta divina chegue à criatura.
Enseja a inspiração de quem a formula e a tranquilidade em quem a recebe.
Em qualquer circunstância, especialmente no intercâmbio pela mediunidade a serviço da desobsessão, a prece, ungida de amor, é dos mais salutares recursos para se alcançar a meta do entendimento que se busca.
Por isso, o Apóstolo asseverava: Orai sempre e sem cessar.

João Cleófas



Livro: Suave Luz nas Sombras Leal
Psicografia: Divaldo P. Franco



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

DECISÃO E VONTADE

Incerteza parece coisa de pouca monta, mas é assunto de importância fundamental no caminho de cada um.
As criaturas entram na instabilidade moral, habituam-se a ela, e passam ao domínio das forças negativas sem perceber.
Dizem-se confiantes pela manhã e acabam indecisas á noite.
Frequentemente rogam em prece.
- Senhor! Eis-me diante de tua vontade!.... Mostra-me o que devo fazer!... E quando o Senhor lhes revela, através das circunstâncias, o quadro de serviço a expressar-se, conforme as necessidades a que se ajustam, exclamam em desconsolo:
_Quem sou eu para realizar semelhante tarefa?
Não tenho forças.
Ai de mim que sou inútil!...
Sabem que é preciso servir para se renovarem, mas paradoxalmente esperam renovar-se sem servir.
Dispõem de verbo fácil e muitas vezes se proclamam inabilitadas para falar auxiliando a alguém nas construções do Espírito.
Possuem dedos ágeis, quais filtros inteligentes engastados nas mãos; entretanto, costumam asseverar-se inseguras na execução das boas obras.
Ouvem preleções edificantes ou mergulham-se na assimilação de livros nobres, prometendo heroísmo para o dia seguinte, mas,passada a emoção, volvem à estaca zero, à maneira de viajante que desiste de avançar nos primeiros passos de qualquer jornada .
Louvam na rua o equilíbrio e a serenidade e, às vezes, dentro de casa disputam campeonato de irritação.
O dever jaz à frente, a oportunidade de elevação surge brilhando, os recursos enfileiram-se para o êxito e realização chamam urgentes, mas preferem a fuga da obrigação sob o pretexto de que é preciso cautela para evitar o mal, quando o bem francamente lhes bate à porta.
Trabalho, ação, aprendizado, melhoria!...
Não te ponhas à espera deles sob a imaginária incapacidade de procurá-los, à vista de imperfeições e defeitos que te marcaram ontem.
Realização pede apoio da fé.
Mãos à obra.
Tudo o que serve para corrigir, elevar, educar e construir, nasce primeiramente no esforço da vontade unida à decisão.

Emmanuel

Livro: Rumo Certo - FEB
Psicografia Francisco C Xavier

 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

PERANTE ALLAN KARDEC

       Disse o Cristo: " Há muitas moradas na casa do pai."
       Sem Allan Kardec não perceberíamos que o Mestre relaciona os mundos que enxameiam na imensidade cósmica , a valerem por escolas de experiência, nos objetivos da ascensão espiritual.
     Disse o Cristo:"Necessário é nascer de novo."
     Sem Allan Kardec, não saberíamos que o Sublime Instrutor não se refere à mudança íntima da criatura, nos grandes momentos da curta existência física, e sim à lei da reencarnação.
    Disse o Cristo: "Se a tua mão te escandalizar, corta-a: Ser-te á melhor entrar na vida aleijado que, tendo duas mãos e ires para o inferno."
    Sem Allan Kardec, não concluiríamos que o Excelso Orientador se reportava às grandes resoluções da alma culpada, antes do renascimento no berço humano, com vistas à regeneração necessária, de modo a não tombar no sofrimento maior, em regiões inferiores ao planeta terrestre.
    Disse o Cristo: "Quem vier a mim e não deixar pai e mãe, filhos e irmãos, não pode ser meu discípulo."
    Sem Allan Kardec, não reconheceríamos que o Divino Benfeitor não nos solicita a deserção dos compromissos para com os entes amados e sim nos convida a renunciar ao prazer de sermos entendido e seguidos por eles, de imediato, sustentando, ainda, a obrigação de compreendê-los e servi-los por nossa vez.
    Disse o Cristo: "Perdoai não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes. "
     Sem Allan Kardec, não aprenderíamos que o Mestre nos inclina à falsa superioridade daqueles que anelam o reino dos céus tão-somente para si próprios, e sim nos faz sentir que o perdão é dever puro e simples, a fim de não cairmos indefinidamente nas grilhetas do mal.
     Disse o Cristo: " Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres. "
     Sem Allan Kardec, desconheceríamos que o raciocínio não pode ser alienado em assuntos da fé e que a religião deve ser sentida e praticada, estudada e pesquisada, para que não venhamos a converter o Evangelho em museu de fanatismo e superstição.
  Cristo revela.
 Kardec descortina.
Diante, assim,dos Três de Outubro que nos recorda o natalício do Codificador, enderecemos a ele, onde estiver, o nosso preito de reconhecimento e de amor, porquanto todos encontramos em Allan Kardec o inolvidável paladino de nossa  libertação.

Emmanuel

 Do Livro: Irmãos Unidos
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Editora:GEEM


   

domingo, 17 de setembro de 2017

NOS CAMINHOS DA FÉ

"Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai que está nos Céus. " - Jesus (Mateus, 10:32)

No mundo, de modo geral, habituamos-nos a julgar que os testemunhos de fé prevalecem tão só nos momentos de angústia superlativa, quando o sofrimento nos transforma em alvo de atenções públicas.
Evidentemente, na Terra, as crises de aflição alcançam a todos a cada qual no tempo devido, segundo as lutas regeneradoras que se nos façam necessárias, no curso das quais estamos impelidos a entregar todas as energias de nosso espírito nos atos de fé. entretanto, é preciso ponderar que somos incessantemente chamados a prestar o depoimento de confiança em Jesus, através de reduzidas parcelas de bondade e tolerância, compreensão e paciência diante das ocorrências desagradáveis do cotidiano, tais quais sejam:

a referência desprimorosa;
o olhar de suspeição;
o pedido justo recusado;
o beliscão da crítica.
a desatenção e o desrespeito;
o desajuste orgânico;
a transação infeliz;
o prejuízo inesperado;
o desafio da discórdia.

Impõe-se nos a obrigação de confessar-nos seguidores de Cristo, por intermédio de definições verbais claras e sinceras, mas somos igualmente convidados a fazê-lo, na superação dos aborrecimentos comuns, porquanto só atravessando as diminutas contrariedades do dia a dia, como grandes ocasiões de revelar confiança em Jesus, é que aprenderemos a suportar as grandes provações como se fossem pequenas.


Emmanuel

Do Livro: Segue-me O Clarim
Psicografia : Francisco C Xavier

domingo, 3 de setembro de 2017

A lição da Espada

"Não cuides que vim trazer a paz à Terra...." Jesus. (Mateus, 10:34)

"Não vim trazer a paz, mas a espada" - disse-nos o Senhor.
E muitos aprendizes prevalecem- se da feição literal de sua palavra, para entender a sombra e a pertubação.
Valendo-se lhe do conceito, companheiros, inúmeros consagram-se ao azedume no lar, conturbando os próprios familiares em razão de lhes imporem modos de crer e pontos de vista, vergastando-lhes o entendimento, ao invés de ajudá-los na plantação da fé viva quando não se desmandam em discussões e conflitos., polemizando sem proveito ou acusando indebitamente a todos aqueles que lhes não comunguem a cartilha de violência e de crueldade (...)
Com Jesus, no entanto, a espada é diferente.
Voltada para o seio da terra, representa a cruz em que Ele mesmo prestou o testemunho supremo do sacrifício e da morte pelo bem de todos.
É por isso que seu exemplo não justifica os instintos desenfreados de quantos pretendem ferir ou guerrear em seu nome.
A disciplina e a humildade, o amor e a renúncia marcam-lhe as atitudes em todos os passos da senda. (....)
Assim, se recebeste a espada simbólica que o Mestre nos trouxe à vida, lembra-te de que a batalha instituída pela lição do Senhor permanece viva e rija dentro de nós, a fim de que, ensarilhando sobre o pretérito a espada de nossa antiga insensatez, venhamos a convertê-la na cruz redentora, em que nosso próprio "eu", em forma de orgulho e intemperança, egoísmo e animalidade, consumindo-se ao preço de nossa própria consagração à felicidade dos outros, única estrada suscetível de conduzir-nos ao império definitivo da Grande Luz.


Emmanuel

Do livro: Ceifa de Luz FEB
Psicografia: Francisco C. Xavier